sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Rio de Janeiro



Bom, não tenho muito dinheiro, nem sou o melhor ser humano do mundo, mas garanto que falta de vontade de ser alguém não é um dos meus dons.
Essa viagem será um "tudo ou nada" na minha vida. 
Hoje à noite eu estarei partindo, mas eu volto. Espero que quando eu volte não esteja tudo igual. Quero tudo diferente. Que o Rio seja um divisor de águas na minha vida. São só dois dias, mas serão dois dias inesquecíveis, se eu permitir.
Sabe, eu ando um pouco cansada de neurologistas, otorrinos, acupunturistas, fisioterapeutas, psicólogos e principalmente da minha mãe me dizendo o que eu tenho que tomar, fazer, exercitar, pagar, examinar, correr, andar, beber, comer, massagear, agulhar, agilizar... Que maldita doença é essa que não cura, mas também não faz mal? Se não faz mal, pra que tanto medicamento? 
Confidência: Tenho uma estante de 1,5m de comprimento no meu quarto, e metade dela é só remédio.
Eu me revoltei e parei com todos. Depois voltei, claro, porque eu sempre fui a menininha certinha. Então, remédios, médicos, fisioterapeuta e acupunturista ainda fazem parte da minha vida cotidiana. Já somos todos amigos de infância.
O Rio é a minha oportunidade de sair desse mundo controlador. Eu quero estar bem e fazer as minhas coisas do meu jeito. Ser eu mesma e me enxergar diferente. E, principalmente, correr atrás daquilo que é preciso pra que tudo isso aconteça.
Quero esquecer um pouquinho esse mundinho de controle absoluto sobre a minha vida. Espero mesmo que seja um fim de semana maravilhoso e cheio de conquistas.

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